quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Qui suis je?

E esse mundo tão grande? Com não se perder nesse mundo tão grande? Tem sempre alguém pior que eu; tem sempre alguém melhor que eu... E eu?

Boa ou ruim de fato? Boa, porque não desejo o mal, compreendo e aceito as falhas, acreditando que a perfeição, se for um ideal, serve apenas para frustrar qualquer um que a espera? Ou ruim, por ser egoísta, por não me comover com a dor do próximo, acreditando que cada um tem a sua cruz para carregar, e a qualquer possibilidade de pesar a minha cruz ( que é leve, leve) com algo alheio, corro, como o próprio diabo?

Feliz ou triste? Feliz por ter saúde, trabalho, família e um amor, ou triste por esse amor ser tão longe, tão fora do meu alcance, me matar de ausência e me deixar oca por dentro?

Culpada ou inocente? Inocente por ser tolerante com o próximo, ou culpada por tolerar um próximo que me esgota completamente?

Excepcional ou medíocre? Excepcional por conseguir me virar sozinha, ter uma profissão e não ter patrão? Ou medíocre por saber que estou longe de dar o meu melhor e, ainda por cima, ter uma vontade louca de largar tudo pra trabalhar num brechó em N.Y., só pra ficar vendo as pessoas e os dias passarem ouvindo música, mascando chicletes e, principalmente, sem pensar de mais...
Je ne sais pa....

6 comentários:

Alisson disse...

Nos somos bons e ruins desde o nascimento, mas viveremos com o lado que alimentermos mais ( que seja o lado bom então!)

"largar tudo pra trabalhar num brechó em N.Y., só pra ficar vendo as pessoas e os dias passarem ouvindo música, mascando chicletes e, principalmente, sem pensar de mais... " noooossa! é justamente o que quero agora!

see you!

acho que teu blog tem um pouco a ver com o meu ( ou não...):
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www.dacordasuapaz.blogspot.com
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Gostei muito do que li aqui! ^^

Edu França disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edu França disse...

Quel belle, ma fille! Vous avez tellement la vie des proies, et parle d'une angoisse qui gêne trop: celle de ne pas donner de mon mieux ... fléaux que moi. Mais l'amour que vous n'aimez pas l'extérieur? Allez il ya belle il ya belle, parce que entre le ventre de la mère et le tombeau la gamme est trop petit pour la souffrance disponible!


Que lindo, minha menina! Você tanta vida aí presa, e fala d uma angústia q incomoda tbm: a de não estar dando meu melhor... isso me atormenta. Mas esse amor te incomoda, o de fora? Vai atrás linda, porque entre a barriga da mãe e o túmulo o intervalo é muito pequeno para sofrimentos descartáveis!

Contos de F. disse...

très chic!!!!!

Marcelo disse...

Tu ne sais pas, mais on n'y sait jamais... c'est la vie... pas un paradise, pas un enfer... seulment la vie.

É essa dualidade que fascina..
abraços

Ramiro Catelan disse...

É incrível como a vida é cheia de dualidades... gostei do texto.

Abraços
Ramiro
http://traindoarazao.blogspot.com/